
"Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu, por que eu e ela?
(...)
Íamos tontos os dois assim ao léu
Ríamos, chorávamos sem razão
Hoje, lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela, porque era eu"
(Chico > 2006)
HISTÓRICO: Atire a primeira pedra quem disser que não... Mas todo mundo - homem ou mulher, jovem ou adulto, brasileiro, chinês ou neozenlandês - quer viver um grande amor. E na busca da preciosa metade, quantos tropeços e desilusões! Daí então, dá-lhe vontade de entender e encontrar a fórmula correta, o passo-a-passo mágico para construir um cantinho de tranqüilidade, prazer e alegria. Quais são os ingredientes necessários e suas medidas exatas para fazer crescer aquele sentimento inicial, transformando-o no mais delicioso e desejado "bem-casado"? Se a entrega é sempre a mesma, se o brilho nos olhos é igual, se a taquicardia durante a espera nos primeiros encontros é idêntica, por que umas uniões dão certo e outras não? Por mais que saibamos que dedicação e a disposição são imprescindíveis para os que querem permanecer juntos, a explicação para a felicidade não parece estar atrelada a raciocínios lógicos e estratégias precisas. Sou defensor ferrenho de que as atitudes e posturas diante do ser amado ditam o rumo do caminho que o casal vai trilhar. Mas às vezes, alguma coisa me diz que o acaso também mete ali suas mãos, como se tudo tivesse perfeito porque ele juntou as peças certas na hora certa: John com sua Yoko, Jorge com sua Zélia, Sansão com sua Dalila, Dilermando com sua Saninha, Dorival com sua Stella...