"Este não sou eu
Meus lábios nos seus lábios não são meus
O meu olho no seu olho no meu olho no seu
Duvida do que vê
Deve ser um rei
Deve ser um deus
O homem que possui você..."
(Chico + Edu Lobo > 2001)
HISTÓRICO: Não sei que magia têm os (meus) olhos. Mas (quase) sempre foi assim: o amor se revelando já no primeiro encontro, antes mesmo de trocar meia dúzia de palavras. É claro que não fui correspondido em todas as ocasiões em que isso aconteceu. Mas nenhum desses vislumbres de um futuro feliz me decepcionou. Vivi belas histórias. Umas breves, outras duradouras. Todas igualmente intensas. E entre o encantamento inicial e a consumação do sonho de amor, surgiam as mesmas expectativas, regadas a sessões de cinema, jantares, telefonemas e muita conversa. Até a chegada do tão esperado dia em que a pessoa amada e desejada está ali, ao alcance dos lábios. De tanta felicidade, é impossível deixar de pensar se aquilo está realmente acontecendo. E é verdade: a gente se sente um rei, um deus. E desde aquele instante (até sempre - afinal, toda história deixa marcas), vejo-me como um privilegiado por experimentar e compartilhar sentimentos que me fizeram (e continuam me fazendo) crescer e ser o homem que sou... com defeitos ainda, mas dono de uma vontade inesgotável de aprender, acertar e amar até o fim.