
"Mas hoje, Maria
Pra minha surpresa
Pra minha tristeza
Precisas partir
Parte, Maria
Que estás tão bonita
Que estás tão aflita
Pra me abandonar
(...)
Vai, alegria
Que a vida, Maria
Não passa de um dia
Não vou te prender
Corre, Maria
Que a vida não espera."
(Chico + Tom Jobim + Vinícius de Moraes > 1971)
HISTÓRICO: Quem já viveu um grande amor sabe o quão doloroso é seu fim. E muitas vezes, fazemos com que esse sofrimento se torne ainda maior. É quando queremos entender as razões, justamente com um sentimento que passa tão longe do racional, da lógica... Durante muitos anos, coloquei-me diante dessa situação como se fosse um estudioso que quisesse descobrir o que se passou, como foi que tudo aconteceu, quando o castelo começou a ruir, quais os sinais que não percebi, onde foi parar tudo que sonhamos, por que teve que ser assim... Tantas perguntas e (quase) nenhuma resposta deixavam como saldo uma dor incomodando por meses e meses, intensa, implacável, cruel. Mas o tempo - esse sábio aliado dos mortais - me ensinou que o amor quando acaba... apenas acaba e p(r)onto! Não há que se interrogar o outro, muito menos cobrar qualquer coisa. Em nenhum momento, ele nos acena com promessas de eternidade. Por isso, quando decide partir, não tem como prendê-lo. Os que tentam fazê-lo, encontram mais lamentos, desconfiança, agressões, infelicidade... E aqueles que afirmam ter conseguido é porque já não enxergam o que realmente os envolve e tomam por amor uma situação apaziguadora, respeitosa e insípida - que até pode possibilitar uma convivência harmoniosa, mas sem os arroubos de desejo, calor, cumplicidade e alegria que brotam da relação dos verdadeiros amantes. E quer saber? Se ainda julgamos amar a pessoa que está nos abandonando, o mais sensato é deixá-la ir embora e feliz - como a Maria desta canção. Afinal, a tristeza de um já é mais que suficiente, não é mesmo?
17 comentários:
Querido Demas,
Queria poder aplicar isso as amizades perdidas, qdo de repente percebe-se que aquele relacionamento nao tem mais nada a ver. Eh diferente de uma relacao amorosa, mas se passa pelas mesmas agonias, neh? Seria bom somente let it go e lembrar do tempo que foi bom.
beijao!
Oi Demas, que difícil desprendimento é deixar ir. No amor, na amizade, em qualquer coisa. Quanto à peça sobre a Cora, "Coração Encarnado", ela não tem música. É uma coletânea de textos, idealizada pela atriz goiana Renata Roriz, com patrocínio da CELG, que promove a cultura goiana. Certamente deverá ser apresentada aí, se já não foi. E sobre o meu espetáculo,SOPPA DE LETRA, está muito difícil viajar, agora que a situação da Varig, nossa apoiadora principal, está tão confusa. Mas se recebermos um convite, muito felizes aceitaremos!
Abraços.
Ola passando pra dar uma espiadinha em seu blog e oferecer a vc o award estação do Lua em poemas com muito carinho.
Bjs e um bom domingo
Demas, amar não é fácil. Fiquei pensando no que você disse em outro post, que não tem que rimar com dor. Não mesmo? Será que um dia eu aprendo?
demas, eu gosto tanto, tanto dessa música. mas muito mesmo...rs
tava ouvindo no início do ano, quase todos os dias, e o sentido para mim era esse, de me libertar, que a vida não espera. mas não era libertar de amor, era eu comigo mesma!
apalaudindo de pé, moço... amei o texto tanto quanto amo essa música...beijos
Sou suspeita para comentar Chico, porque ele fez e ainda faz as melhores trilha sonoras da minha vida!
Bom retorno, menino e Boa Sorte no no trabalho.
bjs
Fer,
para mim, as amizades são diferentes mesmo das relações amorosas. Talvez seja porque não exijam exclusividade... Mas há que se dedicar tanta ou mais atenção também. A diferença é que as amizades ás vezes hibernam para acordarem inteiras, famintas, algum tempo depois. Nas relações amorosas, isso não é tão simples, né?
Beijo
PP,
realmente, aceitar a partida é atitude (quase) sobre-humana. Mas prender - com certeza - é desumano. Abração.
Nancy,
obrigado pela visita.
A casa é sua. Volte mais.
Beijo
Janaína,
aprende sim, o tempo é excelente conselheiro.
Beijo.
Kellen,
e pode ser mesmo. Escolhi essa leitura, mas a canção aceita outros tantos olhares.
Beijo.
Mônica,
obrigado pelos aplausos, pela visita, pelo carinho...
Beijo
Ella,
suspeita ou não, sua voz aqui no "Buarqueando" vai agregar mais valor ao cancioneiro do Chico, tenho certeza. Obrigado pela visita. O novo trabalho está estimulante: o que mais eu poderia querer, né?
Beijo
Demas,
Muito obrigada pelo comentário lá no meu LJ. Eu vou ficar atenta para as datas, e assim que eu souber que os ingressos estão sendo vendidos aqui em brasília eu tento te avisar.
bye bye
http://law-kun.livejournal.com/
nossa! este blog é o paraíso!
vida longa, a ele e ao deus Chico!
beijos!
Vim deixar um beijo... e agradecer pelas palavras sempre lindas.
Beijão, Demas, querido!
Não sabia desse seu outro blog, rsrs, muito bom!!!
Vc está sumido sim, mas os amigos sempre aparecem hehe, abraço!
Sou eu quem agradece a visita. Se souber qualquer coisa sobre o show do Chico em BSB e imediações, ficarei muito grato pela informação. Volte mais.
Abração
Janaína,
beijo bem-vindo e bem recebido.
E retribuído: fique com um meu também.
Michel,
que bom vê-lo aqui no Buarqueando! É verdade, eu não tinha comentado com você sobre esse blog aqui.
Volte quando quiser.
Abração.
Uai, andas com preguiça?
Sweet,
não é preguiça não, é falta de tempo mesmo. Estou de emprego novo, e a adaptação e os desafios têm me envolvido muito. Mas a vontade de escrever está maior do que nunca. Em breve, voltarei à rotina de sempre.
Beijo.
Também penso assim, Demas: deixar ir, é, muitas vezes, um ato de amor. Mas, nem sempre amamos com o que há de mais sensato em nós,não é?
Seu bom gosto musical e os ótimos textos...não cansam de me admirar.
Eu ando com preguiça de escrever.
Um grande beijo.
Atena,
mas a busca dessa sensatez deve ser uma constante, né?
Quanto a escrever, o Buarqueando anda meio largado não por falta de ânimo ou assunto... Tem me faltado é tempo mesmo. O novo trabalho está ótimo, mas está consumindo quase todas as minhas horas.
Beijo
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