
"O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes..."
(Chico > 1977/1978)
HISTÓRICO: Está certo que as marcas de amor têm lá seu charme. Mordidinhas na nuca, unhadas nas costas, chupão no pescoço... quem é que não os teve? São detalhes que registram a temperatura do prazer - e que, na manhã seguinte, costumam testar a criatividade no vestuário e nos argumentos... No entanto, definitivamente, não são essas marcas as que mais importam na vida a dois e, sim, aquelas que não passam com o tempo: as lembranças das delicadezas, dos cuidados, das surpresas, das loucuras, das fantasias, das flores recebidas, do abraço gostoso no meio da noite só para se certificar de que tudo aquilo não foi um sonho, do café na cama, do bilhete no espelho do banheiro, da camiseta usada e perfumada deixada sob o travesseiro para os dias de ausência, do jantar preparado com os ingredientes de uma geladeira vazia e um coração cheio de ternura, das risadas por nada, da tranqüilidade do sono compartilhado, das manifestações de carinho e tesão nos lugares menos apropriados, da pipoca e do refri divididos durante aquela sessão de cinema tão esperada, da canção que - apenas sussurada - traz de volta aquele encontro, aquele beijo, aquela saudade, aquele dia. É esse universo de sutilezas que fica para sempre, mesmo quando os amantes já não se vêem, nem se tocam.
PS: Em agosto de 2006, outros versos dessa mesma canção já haviam me inspirado a escrever aqui.
24 comentários:
Ai Demas...
Que cruel entrar no teu canto e ler/ouvir essa canção.
Uma das mais belas do Chico...quais não são as mais belas?!? Oh God!
Amores & amantes
adorei
Beijos
Sandra
continue visitando... :-)
eu acho que a delicadeza do amor é sutil e intensa. e é impossível viver sem amor...
Sandra,
não me peça para escolher a melhor do Chico, por favor, rsrsrs.
Suzi,
o amor - com certeza - põe muito mais graça e encantamento no viver.
não seria tão cruel com você.
É uma tarefa impossível.
And the Oscar goes to :
Tudo do Chico!
bjs,
Sandra
Ufa!
Que bom, Sandra.
:º)
Beijo
demas, que coincidência, estava agora mesmo pensando nessa música.
gostei muito do teu texto :)
e olha, não perca o cd das poesias de hilda hilst. uma maravilha!
beijo
Oi Demas, obrigado pela visita à SOPPA. Estivemos ambos sumidos. Assisti, no Theato São Pedro, em São Paulo, ao dueto/duelo de Marieta e Elba cantando esta cañção na Ópera do Malandro em... nossa, não me lembro mais em que ano do século passado...!
Grande abraço!
Nem importa que você já tenha escrito sobre a canção antes. Ela inspira sempre, não é? E eu concordo com você, as marcas da alma são indeléveis.
aiiiiiiiiiiii...vc ainda me mata....rs....beijos, moço querido
Sandra,
a tarefa e' impossivel mesmo.
Agradecido, viu?
Beijo
PP,
nao importa o ano: que inveja (branca)! Assistir ao dueto de Marieta e Elba... que maravilha!
Abraçao
Janaina,
que bom que voce esta' de volta. E acredito que essa musica ainda vai me inspirar outras vezes.
Beijo
Monica,
fique vivinha, viu? rs
Quero continuar recebendo suas visitas.
Beijo
De tantas letras magistrais, essa do Chico me traz boas lembranças de uma mocinha que cantarolava esses versos para mim...
Demas-querido,
como é bom encontrar essa sua sensibilidade deliciosa aqui sempre!
Eu acho que talvez seja pelo código que a alma entende que fiquem sempre guavadas nela essas sutilezas...maravilhosas sutilezas.
ó, só vc e Chico mesmo, viu?
Beijos beijos
Inagaki,
depois de fazer parte dos blogues da semana do "Pensar enlouquece..." ha uns tempos, fico feliz por receber sua visita aqui. Volte quando quiser. E voce estava bem na fita com a mocinha, hein?!
Abracao
Bela,
bom é perceber que a sensibilidade também passa por aqui ;)
Beijo
Desculpem me intrometer assim no espaço de vocês... mas será que é o amor quem faz tudo isso ai? Será que não é a paixão?
Não sei, eu na minha imaturidade sentimental (acredito que só a alcançarei no meio da terceira idade, rs) acho tão mais intensa, gostosa, viril, vivente, ardente, inspiradora a tal paixão.
Hoje em dia parece pecado, errado, falar de paixão e não de amor. Não se ama mais como antigamente. Não se perdoa, se atura por conveniência.
Talvez eu não seja alguém que tenha já vivido as provas do amor, pode ser. Mas ainda acho e acho que morrerei achando que se não estiver apaixonado todo dia jamais terei amado.
Obrigado pelo espaço e aproveito a convidá-los para visitarem meu blog (o qual já o foi pelo Demas) www.cidadaoeu.blogspot.com e meu foto-blog (Demas, este espera sua visita!) www.flickr.com/photos/robsonlan.
Um grande abraço a todos e antes que se perguntem, sou sim apaixonado pela obra do Chico. Só que procuro ter uma visão homogênea dela com a minha realidade pois não posso me por no papel de um eu-lírico dele.
Estou os esperando. Fiquem bem.
CidadãoEu
Como sempre, disse tudo meu amigo. Eu já ouvi muito essa música, só e acompanhado. Hj estou menos propenso aos amores intempestivos e mais aberto às marcas que ficam! Abração!!
admirável teu blog....de uma sensibilidade extrema unir a poesia de Chico com a sensibilidade dos teus textos...gostei por demais...
CidadãoEu,
claro que não é intromissão nenhuma. O espaço está aberto para todos os que quiserem opinar.
Mas quem foi que disse que o amor exclui a paixão, o ardor, o frisson, os calafrios, o tesão? Quanto à afirmação de que não se ama hoje como antigamente, sei não. Amo com a intensidade e a entrega que consigo.
Abração.
Volte mais.
Guiu,
bom demais "vê-lo" por aqui.
Abração
Ana D,
obrigado, muito obrigado.
Volte mais, volte sempre.
Abração
Demas, por onde vc anda???
estou ficando preocupada.....
kd tu, moço??????????????????
Queridas Beth e Mônica,
desculpem-me pelo abandono do blog, mas algumas importantes mudanças(trabalho, cidade)estão me consumindo. Ando totalmetne sem tempo para - entre outras coisas - blogar. Mas não desisti do "Buarqueando" não. É só um tempo até as coisas se ajeitarem.
Beijo
É isso ai Demas, que bom saber que você não desistiu.
É fácil para nós cobrarmos sua presença e manutenção aqui no blog, mas só quem tenta manter um é que sabe o trabalho que dá se essa manutenção não for seu ganha pão.
Enfim, estou escrevendo para convidá-los, você e seus visitantes, a responderem a pergunta que está no meu blog. Talvez ela seja mais uma das formas que acho para justificar o não entendimento das coisas de hoje.
Sei que o blog aqui é sobre o Chico, porém queria convidá-los a ouvirem a música "Coisas do mundo, minha nega" do Da Viola.
Vejo a vida e tento traduzir as coisas do mundo para uma linguagem que seja mais próxima do que meus olhos enchergam e do rítimo da batida do meu coração. Para tal, conto com a ajuda de vocês, pessoas sensíveis que vêm na música uma fonte de inspiração.
Forte abraço a todos,
eu volto,
att,
Robson Nascimbene
www.cidadaoeu.blogspot.com
então esperamos vc se organizar e voltar com tudo...
oi beibe, tudo bom??
Kellen,
por algum desses mistérios indecifráveis da internet, somente hoje o seu comentário de 19 de julho apareceu no meu email para ser moderado. Desculpa então.
E acredita que até hoje não comprei o cd que o Zeca produziu com as poesias da Hilda? Mas vou resolver isso logo, logo...
Obrigadão pela visita.
Beijo.
Robson,
não desisti não, mas - como você mencionou - não é mesmo fácil manter um blog atualizado. E como escrever é um prazer, só não o tenho feito aqui frequentemente porque não tenho conseguido mesmo. Mas hoje arranjei um tempinho. Vou tentar estar mais presente a partir de hoje.
Abração
Mônica,
não sei se as coisas estão organizadas como deveriam, mas acredito que estou pronto para recomeçar.
Obrigado pela força.
Beijo
Fal,
que prazer tê-la por aqui. Está tudo bem, sim: apenas um tempinho (longo) para arrumar as mudanças pelas quais estou passando.
Beijo
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