
"Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade, que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente ainda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna a nossa cama, reclama
Do nosso eterno espreguiçar."
(Chico > 1969)
HISTÓRICO: Esquivar-se da loucura urbana a fim de preservar o amor. Talvez seja isso que falte aos amantes atuais. Reclamamos que os relacionamentos são fugazes demais, mas dedicamos pouco (ou quase nenhum) tempo ao cultivo dos afetos. Encontramos horários para o trabalho, academia, estudos, viagem, filhos, cervejinha, cinema, boate, internet, shopping... Não para o amor. Se estamos sozinhos, agimos como se ele pudesse esperar o momento ideal; se já estamos acompanhados, é o parceiro quem tem de entender toda essa sobrecarga de compromissos. Acontece que o amor é ardiloso: não aparece na hora que queremos e não costuma compreender desprezo e desatenção. E vive muito mais das pequenas atenções e carinhos do que dos grandes arroubos de festas, jantares, noitadas e presentes.
5 comentários:
Demas, querido, eu AMO AMO AMO essa música. Ela me diz tanto, tanto...
Não quer compartilhar um pouco com a gente, Janaína? Beijo.
vc sabe que eu admiro o seu jeito de levar seu relacionamento, né?
por isso gosto tanto dos seus comentários sobre o tema. porque são verdadeiros e frutos da experiência.
biejo, amigo.
Perséfone, escrevo realmente sobre o que acredito e vivo todos os dias. Agora, bom mesmo é ter uma leitora como você. Beijo.
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