
"O que será ser só
Quando outro dia amanhecer
Será recomeçar
Será ser livre sem querer
Quem vai secar meu pranto
Eu gosto tanto de você."
(Chico + Edu Lobo > 1987/1988)
HISTÓRICO: Ele é meu companheiro há quase 11 anos. Nos entendemos muito bem. Pelo tom de voz, ele já sabe o que fazer: correr para os meus braços ou se esconder. Nos seus olhos, eu vejo alegria, vontades, medo, sono... Dividimos o mesmo teto e - se dependesse dele - a mesma comida. Sem dizer nada, ele preenche espaços, afasta vazios, marca presença. Se me irrita algumas vezes, me diverte em inúmeras outras. Ontem, fiquei sabendo que ele vai "partir" a qualquer momento. E por mais que eu já viesse tentando me acostumar com essa idéia, o momento da separação é bem mais difícil. Nunca mais latidos para me receber, nunca mais lambidas para me acarinhar, nunca mais olhar para me entender, nunca mais companhia para caminhar, nunca mais motivos para me esconder, nunca mais parceiro para brincar e uma saudade sempre a me acompanhar.
2 comentários:
Que verso lindo. Une saudade, solidão, liberdade. É paradoxal. Gostaria de ouvir a música. Um grande abraço, Demas.
Atena, o Chico e o Edu (seu maior parceiro em número de composições) já fizeram muita coisa linda mesmo. Essa é apenas mais uma delas. Beijo.
Leandro ou Paty (do Minicertezas), valeram a visita e a força. Abração.
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