
"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração."
(Chico > 1967)
HISTÓRICO: "Cabra-cega" é o nome de um filme que poderia muito bem se chamar “Roda-viva”. Dirigido por Toni Venturi, ele retrata a ditadura brasileira a partir dos sentimentos de um guerrilheiro (Leonardo Medeiros em atuação para lá de brilhante) que se vê acuado num apartamento. O bacana da história é essa visão de dentro para fora, do indivíduo para a multidão, do apartamento para as ruas, do medo para a coragem, da solidão para o amor... Mas não é só isso. Com três músicas de Chico na trilha, o filme me chamou a atenção já no dia em que vi o trailler pela primeira vez. Imagine “Roda Viva” em versão tecnopop, com Fernanda Porto dividindo os vocais com o próprio autor! Aguardar o dia da estréia foi um tormento. Ainda bem que não tive que esperar muito para adquirir o cd. Em tempo: Fernanda Porto é uma dessas artistas que – como mencionado no post de ontem – recriam a mpb: se a cantora paulista já tinha modernizado “Só tinha de ser com você”, agora ela faz o mesmo com “Construção”, “Rosa-dos-ventos” e – claro! – com a canção que originou esse post.
2 comentários:
Eu ia comentar nos posts que eu mais gostei. Mas aí vi que eu teria que comentar em todos. Sou fanática por Chico Buarque. Adorei este lugar. Um superbeijo e mmmmuito obrigada por este blog que foi uma agradável surpresa.
Tá bom, Janaína. Mas a partir de agora, comente sempre que gostar, que sentir vontade:P. Que bom que você tenha gostado daqui. Sinta-se em casa e volte outras vezes. E sou eu quem agradece a visita. Beijo.
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