fevereiro 14, 2006

Roda-viva



"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração."
(Chico > 1967)

HISTÓRICO: "Cabra-cega" é o nome de um filme que poderia muito bem se chamar “Roda-viva”. Dirigido por Toni Venturi, ele retrata a ditadura brasileira a partir dos sentimentos de um guerrilheiro (Leonardo Medeiros em atuação para lá de brilhante) que se vê acuado num apartamento. O bacana da história é essa visão de dentro para fora, do indivíduo para a multidão, do apartamento para as ruas, do medo para a coragem, da solidão para o amor... Mas não é só isso. Com três músicas de Chico na trilha, o filme me chamou a atenção já no dia em que vi o trailler pela primeira vez. Imagine “Roda Viva” em versão tecnopop, com Fernanda Porto dividindo os vocais com o próprio autor! Aguardar o dia da estréia foi um tormento. Ainda bem que não tive que esperar muito para adquirir o cd. Em tempo: Fernanda Porto é uma dessas artistas que – como mencionado no post de ontem – recriam a mpb: se a cantora paulista já tinha modernizado “Só tinha de ser com você”, agora ela faz o mesmo com “Construção”, “Rosa-dos-ventos” e – claro! – com a canção que originou esse post.

2 comentários:

Janaina disse...

Eu ia comentar nos posts que eu mais gostei. Mas aí vi que eu teria que comentar em todos. Sou fanática por Chico Buarque. Adorei este lugar. Um superbeijo e mmmmuito obrigada por este blog que foi uma agradável surpresa.

Ademar de Queiroz (Demas) disse...

Tá bom, Janaína. Mas a partir de agora, comente sempre que gostar, que sentir vontade:P. Que bom que você tenha gostado daqui. Sinta-se em casa e volte outras vezes. E sou eu quem agradece a visita. Beijo.