
"Quantos artistas
Entoam baladas
Para suas amadas
Com grandes orquestras
Como os invejo
Como os admiro
Eu, que te vejoE nem quase respiro
(...)
Me escutas, Cecília?
Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença
Palavras são brutas."
(Chico + Luiz Cláudio Ramos > 1998)
HISTÓRICO: Sei da importância do silêncio. Mas sou adepto das palavras. Tenho necessidade de libertá-las. Talvez para colocar minhas idéias e sentimentos à prova. Ou para que - exteriorizando o que martela na minha cabeça - eu possa finalmente tomar consciência de que tudo aquilo é real e está acontecendo mesmo. Costumo ser muito objetivo em relação ao que penso. Não sei ficar remoendo possibilidades, suposições, dúvidas, medos. Nessas horas, a palavra é minha aliada mais valente. Solto-as, uma a uma, com calma, na certeza de que o diálogo vai ser produtivo, termine a história com final feliz ou não. Ainda assim, entendo perfeitamente o que o Chico descreve em "Cecília". Muitas vezes, traduzir afeto é quase impossível, como se as palavras não conseguissem significar o que realmente expressam. Travo. Porque na dúvida, o silêncio parece revelar muito mais. Mas não adianta. Só preciso dele pelo tempo de um suspiro, como se o ar que entra pelos pulmões soprasse meu coração, liberando - finalmente - as frases de amor que precisam ser ditas.
2 comentários:
Essa capa é ótima, eu adoro, mas não conheço essa música, q pena... Será q o poeta pensou na poetisa? (Cecília Meireles?)
Sweet, não sei. Mas a canção é digna dela, viu? Procure ouvir. Se quiser, posso mandá-la por email para você. Beijo.
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